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Tanque de tinta ou laser: o custo por página que ninguém calcula

A impressora barata na vitrine é a mais cara da loja. Fizemos a conta do custo por página de cartucho, tanque e laser — e ela muda a decisão.

Impressora multifuncional branca sobre uma mesa de escritório

Impressora é o produto onde o preço da etiqueta mais engana. A multifuncional de cartucho por R$ 400 parece a escolha econômica ao lado da tanque de tinta de R$ 1.200 — até você fazer a conta do que cada página impressa custa depois. O modelo de negócio das impressoras baratas é exatamente esse: vender o aparelho quase de graça e cobrar caro, pra sempre, na tinta. Quem decide olhando só o preço da máquina paga a diferença em dois anos, com juros.

A conta que a vitrine não mostra

Custo por página é o preço do suprimento dividido pelo rendimento em páginas. Com valores de meados de 2026:

  • Cartucho de jato de tinta:um cartucho preto comum custa R$ 90 a R$ 130 e rende na faixa de 150 a 250 páginas. Dá algo entre R$ 0,45 e R$ 0,70 por página — e o colorido é pior.
  • Tanque de tinta:um refil de garrafa preta (Epson, Canon, HP) custa R$ 60 a R$ 80 e rende cerca de 4.500 a 7.500 páginas. Sai por R$ 0,01 a R$ 0,02 por página.
  • Laser monocromática:toner original de entrada custa R$ 90 a R$ 150 e rende ~1.000 páginas (R$ 0,09 a R$ 0,15 por página); toner compatível derruba isso pra menos da metade.

Ou seja: imprimir 100 páginas por mês numa impressora de cartucho custa na ordem de R$ 600 por ano só de tinta. A mesma rotina numa tanque custa menos de R$ 25. A diferença de preço entre as máquinas se paga no primeiro ano e meio.

Tanque de tinta: imbatível no volume, com uma condição

A tanque de tinta (Epson EcoTank L3250 e similares, R$ 1.000 a R$ 1.300 em 2026) imprime colorido, imprime foto razoável, escaneia e tem o menor custo por página do mercado. Pra casa com criança em idade escolar ou home office que imprime com frequência, é a escolha padrão — e é por isso que virou o tipo mais vendido no Brasil.

A condição: tinta líquida precisa circular. Se a impressora passa semanas parada, a tinta seca nos bicos de impressão e você entra no ciclo de limpezas automáticas que gastam tinta e nem sempre resolvem. Impressora de tinta parada por meses pode virar visita à assistência. Se o seu padrão é imprimir três boletos por semestre, a tanque é a ferramenta errada, por melhor que seja.

Laser: a impressora de quem imprime pouco (sim, é contraintuitivo)

Toner é pó, não líquido. Uma laser pode ficar seis meses na tomada sem imprimir nada e a primeira página sai perfeita, na hora — nada seca, nada entope. Some a isso velocidade (20 a 32 páginas por minuto contra 10 a 15 da tanque em modo normal) e texto sempre nítido, e a laser monocromática (Brother HL-1212W e similares, R$ 900 a R$ 1.100) vira a escolha certa pra quem imprime documento em preto e branco de vez em quando.

As limitações: laser colorida de entrada custa caro (R$ 2.000 pra cima) e tem custo por página colorida alto, então pra uso doméstico a laser prática é a mono. Foto, nem pensar.

Comparativo direto

TipoMáquina (2026)Custo por página (preto)Aguenta ficar parada?Colorido/foto
Jato de tinta a cartuchoR$ 350–550R$ 0,45–0,70Mal (seca)Sim, caro
Tanque de tintaR$ 1.000–1.300R$ 0,01–0,02Mal (seca)Sim, barato
Laser monoR$ 900–1.100R$ 0,09–0,15PerfeitamenteNão

Recomendação por perfil

  • Família que imprime toda semana (escola, trabalho, colorido): tanque de tinta, sem discussão. O custo por página baixo é feito pro seu volume, e o uso constante mantém os bicos saudáveis.
  • Imprime pouco e esporádico, quase sempre texto preto: laser monocromática. Custa parecido com a tanque, nunca entope e cada impressão sai na hora, mesmo depois de meses parada.
  • Imprime meia dúzia de páginas por ano:não compre impressora. A gráfica rápida do bairro cobra R$ 1 a R$ 3 por página e você escapa de manutenção, tinta seca e espaço ocupado.
  • Tentado pela multifuncional de cartucho em promoção: refaça a conta acima antes. Na maioria dos casos ela só é a opção certa se você imprime raríssimo e faz questão de colorido — um nicho bem menor do que as vendas sugerem.

A pergunta decisiva não é “qual impressora é melhor”, é “quantas páginas por mês e com que frequência”. Volume alto aponta pra tanque, frequência baixa aponta pra laser, e volume quase nulo aponta pra nenhuma.

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